
Nós, da REC Brasil (Rede de Economia Criativa Brasil), convidamos você para mais um encontro da série “Caiu na Rede”, em nosso canal no YouTube. Desta vez, a conversa é sobre como a tecnologia pode transformar o dia a dia de quem vive da música: recebemos Raphael Evangelista e Gustavo Pinheiro, criadores da daleGig.
A daleGig é uma plataforma que conecta músicos a oportunidades de shows por meio de tecnologia e inteligência artificial, construindo pontes entre artistas e contratantes com mais informação, menos risco e mais movimento para o setor. A REC Brasil estuda oferecer apoio institucional à iniciativa, e este encontro é o primeiro passo dessa aproximação.
Um aviso importante sobre a ordem de hoje: como nossos convidados estão em fusos horários diferentes, inverteremos a estrutura habitual do programa. Em vez de abrirmos com os informes institucionais da REC Brasil, como de costume, vamos direto para a conversa com Raphael e Gustavo — e os informes ficam para o final, logo depois do bate-papo. Fiquem com a gente até o fim para não perder nenhuma novidade!
Sobre os convidados
Raphael Evangelista é músico, empreendedor e estrategista de produto. Fundador da daleGig, já realizou mais de 600 concertos em 22 países — uma trajetória construída de dentro do próprio mercado musical, que hoje orienta o desenvolvimento da plataforma.

Gustavo Pinheiro é compositor e músico paulista, com dois álbuns lançados — o primeiro deles ao lado do próprio Raphael, na banda Dilei — e uma trajetória paralela no meio corporativo, passando por startups, sustentabilidade, engenharia, dados e empreendedorismo.

Juntos, eles trazem uma conversa sobre como transformar vivência musical em inovação para o setor.
O que os números da música dizem sobre esse momento
O interesse da REC Brasil pela daleGig não é por acaso: os números do setor musical brasileiro mostram um mercado em expansão acelerada, mas ainda com muitos gargalos de conexão entre artistas e oportunidades — exatamente o problema que a plataforma se propõe a resolver.
Segundo o relatório anual da Pro-Música Brasil, o mercado fonográfico nacional faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, crescimento de 14,1% frente ao ano anterior, o que colocou o país na 8ª posição entre os maiores mercados de música do mundo no ranking da IFPI. Já o segmento de música ao vivo e eventos vive um momento igualmente forte: dados da ABRAPE (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) mostram que o setor movimentou R$ 25,33 bilhões só no primeiro bimestre de 2026, o maior valor da série histórica iniciada em 2019, com os empregos formais no core business de eventos chegando a 205.538 vagas em fevereiro de 2026, alta de 84,5% frente ao período pré-pandemia. De acordo com a ANAFIMA (Associação Nacional da Indústria da Música), o PIB da música no Brasil já soma R$ 116 bilhões (dado de 2024), consolidando o setor como um dos mais relevantes da indústria cultural do país.
Esse crescimento também aparece no comportamento do público: um levantamento global da Live Nation aponta mais de 130 milhões de fãs comprando ingressos para shows em 2025, e mostra que a experiência ao vivo já é a forma de entretenimento preferida no mundo, à frente de cinema e de eventos esportivos. Ao mesmo tempo, o próprio setor reconhece a inteligência artificial como uma das tecnologias que mais devem transformar a música e a economia criativa nos próximos anos — o que reforça a relevância de iniciativas que colocam essa tecnologia a favor dos próprios artistas, e não apenas do mercado.
É nesse cenário — de um setor musical bilionário, aquecido e cada vez mais tecnológico, mas que ainda carece de ferramentas que aproximem músicos de oportunidades reais de forma justa e transparente — que a REC Brasil enxerga sentido em olhar de perto para plataformas como a daleGig.
O Projeto “Caiu na Rede”
O projeto “Caiu na Rede”, proposto pela REC Brasil consolida-se como uma iniciativa desenhada para estruturar a inteligência de mercado, a alfabetização midiática e a sustentabilidade no setor cultural. A série já trouxe a metodologia Giros Criativos, de Décio Coutinho; a trajetória da Mestra Vânia Oliveira, Patrimônio Vivo de Alagoas; e a visão internacional de Ana Carla Fonseca sobre economia criativa. Agora, a série avança para dialogar com iniciativas que aproximam tecnologia e mercado criativo.
A mediação deste encontro é feita por nossas lideranças, membras do Conselho Gestor: Djane Borba (Presidente), Rose Meusburger (Diretora Administrativa e Financeira) e Fernanda Bellinaso (Secretária).
Obrigado, audiência!
Não podíamos deixar de agradecer a vocês: os episódios mais recentes da série “Caiu na Rede” já ultrapassam 1.800 visualizações! Esse alcance mostra que a websérie está cumprindo seu papel de alfabetização midiática e de aproximação entre o público e o setor da economia criativa. Contamos com vocês também neste episódio — se inscrevam no canal, ativem as notificações e continuem acompanhando de perto os próximos encontros da série.
📅 Acompanhe a transmissão no canal do YouTube da REC Brasil. 🔗 Acompanhe a REC Brasil: Site oficial: recbrasil.org.br E-mail: contato@recbrasil.org.br
#PraTodosVerem: Card anunciando a live “Caiu na Rede” no YouTube da REC Brasil, com fotos dos convidados Raphael Evangelista e Gustavo Pinheiro, criadores da plataforma daleGig, e do Conselho Gestor da REC Brasil.
Fontes dos dados citados:
- Pró-Música Brasil — Mercado fonográfico brasileiro cresceu 14% em 2025 e faturou R$ 4 bilhões: https://pro-musicabr.org.br/2026/03/18/mercado-fonografico-brasileiro-cresceu-14-em-2025-e-faturou-r-4-bilhoes/
- ABRAPE (via Mundo da Música) — Eventos no Brasil já movimentaram mais de R$ 25 mi em 2026: https://mundodamusicamm.com.br/eventos-mercado-shows-2026/
- ANAFIMA (via Antena 1) — Festivais 2026: o poder econômico da música ao vivo: https://www.antena1.com.br/noticias/festivais-2026-o-poder-economico-da-musica-ao-vivo
- Live Nation (via Mundo da Música) — Experiência ao vivo em 2025: https://mundodamusicamm.com.br/experiencia-ao-vivo-em-2025/